A montanha é mística e seu espírito é forte!
Passo a passo, a descoberta de algo mais alto e mais além é um desafio a que os Mountain Hikers não resistem.
Partilhamos, neste espaço, alguns momentos que vivemos numa dimensão plena de harmonia com a Natureza.
- The Mountain Hikers -
Desta vez fomos visitar a aldeia de Sistelo (carinhosamente apelidada de Pequeno Tibete Português), pertencente ao concelho dos Arcos de Valdevez, mesmo às portas do PNPG, a um pequeno passo da serra da Peneda.
Uma aldeia encantadora, que nos transporta aos antigos elementos naturais, onde o tempo parece passar sem pressa, permitindo saborear deliciosamente cada momento.
A respirar um delicioso ar puro, podemos observar o horizonte, onde os socalcos e carvalhais imperam e onde, lá no fundo, corre alegre e cheio de vida o rio Vez, aqui ainda jovem e com uma admirável pureza da sua água.
A construção dos socalcos, representa uma árdua atuação sobre paisagem agreste, caraterizada por terreno montanhoso com acentuado declive, transformando-a em faixas cultiváveis, que passaram a permitir o cultivo de cereais e alimento para os animais, nomeadamente bovinos.
Panorâmica de Sistelo. Salienta-se o Castelo do Visconde de Sistelo e um vislumbre dos socalcos.
Pelas ruas de Sistelo. Lá no fundo a igreja.
O tanque público. Um interessante pormenor da vida comunitária.
Depois de uma breve visita, iniciamos uma íngreme descida junto à igreja, com o objetivo de chegar ao rio e iniciar o nosso trilho através da Ecovia do Vez. Tínhamos em mente fazer uma etapa até à ponte medieval de Vilela. Porém, como também era nossa intenção fazer um registo videográfico do trilho, o que nos faria demorar mais que o normal, viríamos a findar a etapa na praia fluvial do Poço das Caldeiras.
O jovem rio Vez cheio de força junto ao passadiço.
Uma das possíveis travessias do rio Vez para acesso à ecovia. Neste dia com acesso difícil pelo transbordo do rio.
Esta ecovia é muito agradável e com reduzido grau de dificuldade, o que a torna ideal para um belo passeio de família em plena conjugação com a Natureza. Mesmo nos dias quentes de verão, o seu trajeto apanha muitas sombras e há sempre uma brisa mais fresca do rio.
Ecovia atravessando carvalhal.
O contraste entre a água cristalina do rio e os diversos tons de verde da vegetação rasteira, folhas e musgos.
Os Mountain Hikers no seu agradável trabalho de filmagens num ambiente calmo e acolhedor.
Quase a terminar a nossa etapa, a paisagem mudou. Deixamos a humidade da floresta povoada, essencialmente, por carvalhais, para entrarmos numa floresta mais seca, e com contornos de montanha de maior altitude.
Chegada ao Poço das Caldeiras
Poço das Caldeiras - Acesso à praia fluvial
E foi no Poço das Caldeiras que paramos para um belo almoço. Aqui decidimos não continuar, pois, as filmagens tinham originado uma acentuada demora no percurso. E ainda faltava o trajeto de regresso!
O caminho de volta, foi menos técnico, pois o trabalho de campo estava concluído. Desta forma, dedicamos mais tempo a permitir que os nossos sentidos absorvessem toda a envolvência do trilho.
Chegamos a Sistelo com um ligeiro cansaço físico, mas absolutamente revigorados na mente.
Desta vez iniciamos junto à barragem de Vilarinho da Furna e seguimos a estrada que conduz a Brufe, passando pelo vale e ribeira de Gemessura, para depois apanhar um trilho à esquerda (junto ao miradouro) que inicia uma acentuada descida até à ponte de Quintão.
Panorâmica da albufeira de Vilarinho da Furna
A ponte de Quintão é uma ponte medieval que une as duas margens do rio Homem, permitindo uma ligação rudimentar (essencialmente pedonal) entre Carvalheira e Brufe e fica quase esquecida no fundo do vale.
As imediações da ponte de Quintão são um espaço agradável para saborear um dia de verão.
Ponte medieval de Quintão
Leito do rio Homem
Iniciamos depois uma penosa subida até ao lugar de Quintão (freguesia de Carvalheira), presenteados por belas paisagens rurais.
Um olhar na subida para o lugar de Quintão
Mais um "click" numa pequena pausa
De Quintão prosseguimos depois em direção ao santuário do Bom Jesus das Mós, onde demos por terminada a primeira etapa deste trilho.
O vigilante Bom Jesus das Mós.
Assista ao vídeo deste trilho e subscreva o nosso canal no Youtube.
Deixamos o habitual cenário da montanha e decidimos percorrer o Trilho dos Moinhos em Santa Isabel do Monte.
Desde logo ficamos fascinados com a serenidade e beleza destas paisagens, onde imperam os campos de cultivo a rodear as aldeias e onde o granito é o principal material das edificações.
Calcorrear lentamente estes caminhos leva-nos a um estado meditativo onde visualizamos a azáfama da preparação da terra, das sementeiras, das colheitas e do armazenamento dos frutos da terra. O aproveitamento de todos os recursos, nomeadamente a preciosa água, foi algo que várias gerações por cá fizeram.
Aqui são bem visíveis as levadas que conduziam a água, importante força motriz, para o funcionamento de diversos moinhos de rodízio que se sucedem pelas encostas.
O 1º moinho, no início do trilho
Em pleno trilho um moinho junto ao leito da ribeira
O interior de um dos moinhos
É notório que há algum tempo houve um trabalho de recuperação dos moinhos. Porém esta iniciativa, não será suficiente para garantir que num futuro próximo possamos continuar a ter o agradável prazer de fazer esta visita. Alguns moinhos começam a ficar cobertos de silvas, que já vão impedindo, ou pelo menos, dificultando o acesso. Seria importante haver uma manutenção das estruturas e limpeza dos espaços adjacentes.
Panorâmica dos campos de cultivo
No regresso das encostas mais íngremes, onde a água ganha força para o funcionamento dos moinhos, encontramos uma paisagem caraterizada por largos horizontes, onde são feitas as sementeiras.
Quase a terminar pudemos admirar alguns espigueiros, construídos em pedra de granito, onde os cereais eram guardados, ficando arejados, mas protegidos da chuva e dos roedores, garantindo a sua conservação duradoura.
Para um melhor conhecimento deste belo trilho, assista ao nosso vídeo.
Como quem encontra uma pérola no fundo do oceano, descemos até ao leito escarpado do rio Rabagão para visitar e sentir a presença imponente desta ponte altiva e mística.
Ao que consta, edificada na Idade Média, mantém-se ainda firmemente cravada nas margens rochosas, exibindo com robustez o seu arco que nos seus cerca de 15 metros de altitude, supera a barreira que o rio lá no fundo constitui, entalhado em margens que mais parecem desfiladeiros aguçados.
Palco de fuga das tropas napoleónicas, aqui terão perecido soldados franceses, encurralados pelas tropas aliadas.
Além da componente histórica, esta ponte está também envolta em lendas e crenças populares. É de uma dessas lendas que lhe advém o nome de "Ponte do Diabo", pois segundo esta lenda, terá sido construída pelo diabo, em troca da oferta da alma de um foragido à lei.
Havia também a crença de que em cima desta ponte e com a água colhida no rio que ela transpõe, era possível fazer-se um cerimonial (algo parecido a um batismo) que iria garantir que uma mulher grávida conseguiria levar a sua gravidez até ao fim com sucesso.
Estas histórias e lendas estão mais detalhadamente contadas no nosso vídeo disponível em: https://youtu.be/uhcApROP1yE?si=68GSnHt-eTekBLFW
Nesta primeira publicação vamos partilhar alguns momentos vividos pelos Moutain Hikers numa das últimas caminhadas.
Começamos por subir ao Miradouro das Rocas, para uma primeira observação panorâmica.
Seguimos depois pelo trilho que nos levou em direção à aldeia da Ermida (utilizando parte do PR14), mas optamos depois por deixar o trilho principal e infletir à esquerda, em direção ao vale por onde serpenteia o rio Arado. Já muito perto do rio, fizemos uma visita aos miradouros das silhas e por fim chegamos à cascata da Rajada.
Panorâmica do Miradouro das Rocas
Cascata da Rajada
Assista ao vídeo desta e de outras caminhadas e subscreva o nosso canal em: